terça-feira, 27 de abril de 2010

Amarrada em tua teia




As vezes o vazio das palavras gritam mais que qualquer coisa
Não é preciso tornar em palavras o que só em sentir já se faz presente
A ausência,
Ela que me consome dia após dia
não me deixando ser fraca
não me deixando ser amarga.

A ausência do teu corpo independente
Me tornou livre de mim mesma
Livre de tudo que acreditava estar presa
Massacrada em tuas teias
Amarrada aos teus gestos,reflexos e sexo.
Antes a prisão emocional á rotina de uma vida seca e pálida – pensava eu.

Mesmo tentando transformar em água o que me mata por dentro,
É o ceticismo que me alcança todo dia.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A falta

É incrível quando você percebe que o que te falta não são os beijos insaciáveis,
Os abraços intragáveis, as mãos que não se controlam,
O que te falta vai além do concreto,do real,do palpável.
O que te falta são os dias com chuva assistindo TV com quem se quer bem
São os pôr-do-sol pra acalentar a esperança de mais um dia
Sãos os olhares sinceros, a vergonha incontida
O nervosismo incontrolável,
A presença do bem ,ali, dentro de você.
Dizem que é amor,
Dizem que é paixão,
Dizem até que é aflição,
Mas os dias são mais completos quando se tem pra quem doar tudo isso
Quando se pode doar tudo isso e não ser questionada do porque
Simplesmente viver.

domingo, 18 de abril de 2010

tum-tum

O coração no palpitar lento

Destrincha em palavras sem fim

Sem fôlego, sem pausas

Pra qualquer pensamento sã

E cá estou eu,

Com o alívio das palavras

E com a incerteza do destino

O incerto geralmente traz ânsia

Dessa vez,não

Não dessa vez.